quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Cego de Jericó

O Evangelho de Lucas contém a passagem do cego de Jericó.
Segundo ele, perto de Jericó, havia um cego assentado junto do caminho, mendigando.
Ao ouvir passar a multidão, perguntou o que era aquilo.
Responderam-lhe que Jesus, o Nazareno, passava.
Imediatamente o cego clamou, dizendo:
Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim.
Os que passavam o repreendiam para que se calasse.
Mas ele clamava ainda mais alto pela misericórdia do Cristo.
Então, Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o pedinte.
Quando esse foi posto ao Seu lado, indagou o que queria que lhe fizesse.
O cego respondeu: Senhor, que eu veja.
Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou.
O mendigo, imediatamente, passou a ver e a seguir Jesus, glorificando a Deus.

* * *

Essa narrativa enseja interessantes reflexões.
Retrata qual deve ser o propósito dos seres em evolução, perante as bênçãos celestes.
Um miserável se encontrou com o representante da Misericórdia Divina na Terra.
Nessa oportunidade tão magnífica, ele pediu para ver.
O objetivo desse cego honesto e humilde deveria ser o de todos os homens.
Mergulhados na carne ou fora dela, com frequência, se assemelham ao pedinte de Jericó.
O trabalho da vida os chama, apela por eles com veemência.
A luz do conhecimento os abençoa.
O afeto da família os sustenta.
As oportunidades se apresentam, instigantes e preciosas.
Mas eles permanecem indecisos, à beira do caminho.
Quedam inertes, sem coragem de marchar para a realização elevada que lhes compete atingir.
É como se esperassem facilidades imensas.
Como se o trabalho do bem devesse ser feito por privilegiados.
Nesse contexto de preguiça e covardia, por vezes, surge uma revelação espiritual.
De algum modo, dá-se a aproximação com a esfera psíquica do Cristo.
Então, o mundo se volta contra eles.
Esse movimento repressor pode se dar das mais variadas formas.
Pode ser na figura de convites a viver com leviandade.
Ou mediante o discurso desanimador quanto à vitória do bem.
De um modo ou de outro, eles são induzidos à indiferença para com o bem maior.
Então, muito raramente sabem pedir com sensatez.
Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho referido pelo evangelista Lucas.
Não é preciso e nem conveniente comparecer diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas.
Não é sensato pedir por facilidades, influências ou riquezas as mais diversas.
Basta que se lhe peça o dom de ver, com a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo.
Que o Senhor conceda o dom de enxergar todos os fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça.
Com esse dom, cada qual possuirá o necessário à própria alegria imortal.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 44, do livroCaminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 31.08.2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ouça a Música

Listen To The Music (tradução)Doobie Brothers

OUÇA A MÚSICA

Você não sente isso crescendo
Dia a dia
Pessoas se preparando para as novidades
Algumas estão felizes,
Outras estão tristes

Oh, nós temos que deixar a música tocar
O que as pessoas precisam
É de um jeito de fazê-las sorrirem
Não é tão difícil, se você souber como.

Tenho que pegar uma mensagem
Levá-la através...
Oh, agora mamãe, vai recebe-la depois de um tempo

Oh, Oh, ouça a música
Oh, Oh, ouça a música
Oh, Oh, ouça a música
O tempo todo

Bem eu sei
Você sabe melhor ainda
Tudo o que eu digo
Encontre me no campo por um dia
Nós estaremos felizes
E nós dançaremos
Oh, nós iremos dançar nosso blues

Se eu estou me sentindo bem pra você
E você está se sentindo bem pra mim
Não há nada que não possamos fazer ou dizer
Sentindo-nos bem, sentindo-de legal

Oh, deixe a música tocar.

Oh, Oh, ouça a música
Oh, Oh, ouça a música
Oh, Oh, ouça a música
O tempo todo

Como um rio preguiçoso correndo
Rodeando castelos no céu

E a multidão está crescendo mais
Ouvindo os sons felizes
E eu tenho que deixá-los voar.

Oh, Oh, ouça a música
Oh, Oh, ouça a música
Oh, Oh, ouça a música
O tempo todo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Trabalhar na aviação

Quem é do ramo sabe o que é trabalhar nela ....

Três amigos se encontram, durante um almoço...
O que você está fazendo na vida, João (ex-executivo da Pirelli)?

- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela
estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli mas vai
indo muito bem...

-E você, José (ex-gerente de vendas da Shell)?
- Eu montei um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a
estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na
Shell, mas estou progredindo...

- E você Orlando (ex-mecânico de uma grande empresa aérea)?
- Eu montei um puteiro.
- Um puteiro???
- É, um puteiro! É claro que não é aquela zona toda da aviação, mas já
tá dando algum lucrinho...

Segue a explicação de o que é trabalhar em Aviação :

1 - Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas);

2 - Te pagam, para fazer o cliente feliz (que nem as putas);

3 - Seu trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas);

4 - Você realiza horas extras em dias como o Domingo(que nem as putas);

5 - Seus amigos se distanciam de você e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas);

6 - Quando você vai trabalhar você precisa estar apresentável (que nem as putas), mas quando você volta parece que saiu do inferno
(que nem as putas);

7 - A empresa de aviação sempre quer pagar menos e quer que você faça maravilhas (que nem as putas);

8 - Quando te perguntam em que você trabalha, você tem dificuldade para explicar (que nem as putas);

9 - Se as coisas dão errado é sempre culpa sua (que nem as putas);

10 - Um dia você acorda e diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO !!! (que nem as putas), mas nunca consegue (que nem as putas), porque na verdade você AMA o que faz.

Educação Como Arte

A educação, bem entendida, é a chave do progresso moral.
Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, será possível endireitá-los, como se endireitam plantas novas.
Mas essa arte exige muito tato, muita experiência e uma profunda observação.

* * *

As palavras encontradas na resposta da questão 917 de O livro dos Espíritos, vão ao cerne do tema educação.
Tratar a educação como uma arte, implica em muita coisa.
Implica, por exemplo, em entender que ela exige atécnica e exige a inspiração, asensibilidade.
A técnica que nos faz conhecer a alma humana, através do estudo das ciências especializadas.
Todo aquele que é educador, nas mais diferentes esferas que essa missão abrange, precisa ter conhecimento do conteúdo dessa matéria.

Não falamos apenas de professores, tutores, orientadores mas também dos pais.
Sim, os pais, como educadores, precisam buscar esse aprimoramento, sempre que possível, para desempenharem melhor o papel bendito que receberam do Criador.

Sabemos, sem dúvida, que o amor é o essencial. Mas o amor, sem a orientação da razão, do conhecimento, pode ficar sem leme e sem direção.
De forma alguma estamos colocando a necessidade de um curso técnico ou curso superior, na área da educação, para todos os pais, mas sim o acesso a leituras, cursos e orientações que os ajudem a desenvolver mais apropriadamente a tarefa que abraçam.
Como arte, a educação exige também a parcela de inspiração, de sensibilidade.
É aí que entram a empatia, o tato e a observação.

Os educadores precisam buscar entrar no sentimento de seus educandos, dessa forma crescendo juntos e proporcionando que o aprendiz se desenvolva em bases seguras.
A arte é expressão do bem e do belo e a arte da educação faz com que possa brotar, no coração do educando, a beleza que guarda dentro de si, como germe esperando o instante de florescer.
Brota apenas quando tem as condições necessárias: terra fértil, rega, sol, cuidados...
Todo mestre é um semeador e toda semeadura é também uma verdadeira arte.

* * *

Se você é educador, pai, mãe, reflita se não pode se esmerar um pouco mais no exercer essa belíssima arte.
Não relegue para segundo plano, em seu viver, a tarefa de educar.
Se está na fase das crianças pequenas e adolescentes, redobre os cuidados, redobre a atenção.
Nada na vida pode ser mais importante que isso, nesse momento de sua existência.
Esse tempo passa rápido, por isso, aproveite bem. Tudo que for semeado hoje terá reflexos em toda idade adulta.

A relação que você construir agora, com seus filhos e seus educandos, será a basepara a construção da personalidade deles.
Esmere-se. Dedique-se. Semeie.
Por ser tarefa abençoada e de suma importância para a instauração da paz na terra, recorde-se de que nunca estará sozinho ao desempenhá-la. Tenha certeza disso.

Redação do Momento Espírita com base no item 917, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 20.08.2012.

Privilegiada Velhice

O anúncio de sua morte se deu em 2009, poucos dias antes dela completar noventa e nove anos de idade. Em 2005, foi descoberta por uma equipe de reportagem, realizando seu voluntariado junto a idosos.

Natural de Bassano del Grappa, norte da Itália, veio para o Brasil fugindo da guerra.


Ela ganhou as telas das emissoras televisivas, sendo entrevistada em dois programas nacionais, em 2008. Numa delas afirmou que, no ano anterior, aos noventa e sete anos, tinha renovado sua carteira de motorista.

E, apesar de recomendações dos familiares para abandonar a direção, ela continuou a comparecer ao serviço voluntário, em dois locais diferentes, dirigindo seu fusca laranja, ano 74.

Recebeu do governo do Rio Grande do Sul o troféu Ana Terra, pelos relevantes serviços prestados à comunidade.

Radicada em Bento Gonçalves, no estado gaúcho, demonstrava agilidade física e mental.

Seu nome é Ana Varianni. Servindo ao seu semelhante, no Lar do ancião e na Sociedade Beneficente Santo Antônio, mostrava grande carinho.

Em uma das instituições, era responsável por nada menos de doze idosos, que se encontravam na faixa dos setenta-setenta e cinco anos.

Servia-lhes a alimentação na boca, dadas as deficiências de que eram portadores. E, no seu sotaque italiano carregado, que lhe conferia ainda mais especial sonoridade, ela amassava a comida para os que não tinham possibilidade de boa mastigação e incentivava:
Ora, vamos, onde se viu uma senhora dessa idade não querer comer? Se não comer, não pode viver. Vamos lá!

Cuidadosa, afirmava que agora, quase aos cem anos, não se permitia dirigir em grande velocidade, ia devagar. A uma indagação espirituosa do entrevistador que se disse apaixonado por ela e lhe propôs casamento, ela objetou:

Meu amigo, nessa altura da vida, o melhor é que sejamos bons amigos!

Seu filho assim se expressou, quando da ocorrência de sua morte: Tenho a melhor das lembranças de minha mãe. Ela viveu intensamente e alcançou todos os objetivos da vida dela com os filhos, os netos e trabalhando para o bem-estar da sociedade.

* * *

Ana morreu deixando o exemplo do dinamismo que os anos não podem apagar. Altera-se a máquina física, as forças já não são tão intensas, contudo, a vontade de agir permanece firme.

Exemplo para tantos que nos dizemos tristes porque já não podemos fazer tudo que fazíamos na juventude. Seria de analisar: Será que não conseguimos mesmo ou será que nos acomodamos, em nome de uma certa soma de anos vividos?

Exemplos inúmeros existem que nos demonstram que o Espírito se sobrepõe ao corpo e o comanda.

Maia Plisetskaya, a bailarina russa, aos sessenta e um anos de idade, com um corpo impecável de bailarina clássica, dançou O lago dos cisnes.

Interpretou a infeliz Odete que, transformada em cisne branco morre de amores. Extraordinária performance.

Essas criaturas nos dizem que devemos sacudir a poeira dos ombros, retirar as teias de aranha do pensamento e viver.

Viver intensamente, não nos permitindo parar de aprender, de estudar, de produzir. Da forma que consigamos.

Alguns poderemos ter algumas limitações. Busquemos superá-las e, de uma vez para sempre, retiremos do nosso vocabulário as frases: Estou velho. Não sirvo mais para nada.

Redação do Momento Espírita.
Em 28.08.2012.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oportunidades Diárias



Narra uma lenda chinesa que, às margens de imenso rio, vivia um pescador muito pobre.

Mal o rosto dourado da manhã se abria em sorrisos e as mãos brincalhonas da brisa matinal começavam a espalhar perfumes, ele se levantava e seguia para o rio.

As aves voavam alegres pelos ramos das árvores, em gorjeios maviosos. Mas nada disso animava Vicente, o pescador.

Ele andava lento, depois de se levantar com preguiça. Tomava o café matinal sem prestar atenção ao pão que fora servido, com carinho.

Com má vontade, naquela manhã, como em tantas outras, ele pegou suas redes de pesca, os apetrechos necessários e foi para o barco.

O dia prometia ser maravilhoso. A mãe natureza se esmerava em preparar um detalhe diferente, para que a reprise do dia anterior não fosse total. Um detalhe, afinal, é sempre muito importante.

Mas Vicente nada via. Foi resmungando para o barco. Sentou-se meio a contragosto, sempre reclamando e sentiu alguma coisa no chão. Sem olhar, apalpou com a mão direita. Encontrou uma sacolinha com pedras miúdas.

Distraído, sem ânimo para iniciar o trabalho da pesca, começou a jogar as pequenas pedras no rio, aguardando a chegada do sol.

Jogou uma a uma, divertindo-se com as ondulações que se desenhavam na superfície das águas.

Finalmente, o sol apareceu soberano, rasgando a escuridão da noite, com o seu punhal de luz.

Agora havia calor e muita luminosidade. O novo dia abriu seu manto de belezas para que todos o pudessem apreciar.

Vicente, ao pegar a última pedra, verificou que ela cintilava, refletindo os raios do sol. Examinando melhor, percebeu que se tratava de um diamante, explodindo claridade e beleza.

Levantou-se depressa e sacudiu a sacolinha. Estava vazia. Dando-se conta que jogara no rio uma imensa riqueza, Vicente se pôs a gritar, esbravejar, acusando todas as pessoas e o mundo por sua desgraça.

Sentia-se infeliz e amargurado. Perdera um grande tesouro. Jogara tudo no rio.

E, enquanto gritava e se desesperava, nem se deu conta de que ainda possuía nas mãos a última pedra preciosa.

* * *

Se você acordou esta manhã com mais saúde do que doença, você é mais abençoado do que o milhão que não sobreviverá esta semana.

Se você nunca passou pelo perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a agonia de uma tortura, ou as aflições da fome, você está à frente de quinhentos milhões de pessoas no mundo.

Se você tem a ventura de frequentar um templo religioso, de seguir uma religião sem o medo de ser preso, torturado ou morto, você é mais abençoado do que três bilhões de pessoas no mundo.

Se você tem comida na geladeira, roupas no corpo, um telhado sobre a cabeça e um lugar para dormir, você é mais rico do que setenta e cinco por cento das pessoas do mundo.

Por tudo isso, não se esqueça de agradecer a Deus a oportunidade da vida, da saúde, da liberdade e de todas as outras bênçãos de que você desfruta.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8, do livro Para sempre em nosso coração, de Maria Anita Rosas Batista, ed. Minas e Em prece, de autoria desconhecida.

Em 22.08.2012.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Brasileiro


A essência do brasileiro é constituída de diversas características incomum em outros lugares do mundo. Não há, de forma alguma, um brasileiro cuja história não seja incrível. Este povo, de respeitável admiração, representa o resultado de uma mistura de raças, culturas, costumes e conhecimentos, explicando assim, grandes tendências à arte, em todas as suas formas como na harmonia dos sons, pela música.
                                       É sabido que, no Brasil, a cada passo há um ritmo diferente, uma melodia sendo tocada, que a música é festejada com afinco, ela ilustra os diversos momentos ao longo da vida de um brasileiro. Povo abençoado este que, mesmo em meio a tantas dores, injustiças e sofrimento, encontra na música seu momento de redenção, de entrega.
                                       Usa com maestria a criatividade para expressar seu mais profundo sentimento, criando estátuas, pintando quadros, escrevendo poemas; em terras ‘brazilis’ não se faz distinção do branco e o preto, apenas interpreta-os como cores que compõe suas obras e expõe para o mundo a lição da vida em um linda aquarela. “Vejam essa maravilha de cenário...” Brasil de todas as cores e todas as raças, de sonhos e realizações. Este povo, verde amarelo, é Tiradentes pela liberdade, é Cartola em suas canções, Jorge Amado nas paixões literárias, na beleza da criação viu em sua história Mestre Aleijadinho deixar seu legado... “Brasil, um sonho intenso, um raio vivido...”, pois mesmo sendo um povo marcado pela dor, provocada por seus líderes, sorri, “levanta a poeira e dá a volta por cima”.
                                       As ferramentas do brasileiro são suas mãos, sua criatividade e sua alegria, tudo que há de necessário a terra lhe dá em troca de arado e não tem motivos para desejar o de fora com a desculpa de que seria melhor, pois quem é verde e amarelo bate no peito, arregaça as mangas e faz a vida acontecer, essa é a alma do brasileiro, essa é sua história.
“Terra adorada, entre outras mil, és tu Brasil, ó Pátria amada, dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada Brasil.”