segunda-feira, 30 de maio de 2011

As curvas da Estrada de Santos


 Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na Estrada de Santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu
Não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade
Só a velocidade anda junto a mim

Só ando sozinho e no meu caminho
O tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda, por favor me acuda
Eu vivo muito só

Se acaso numa curva
Eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo, corrijo num segundo
Não posso parar

Eu prefiro as curvas da Estrada de Santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive e vi pelo espelho
Na distância se perder

Mas se amor que eu perdi
Eu novamente encontrar, oh
As curvas se acabam e na Estrada de Santos
Não vou mais passar
Não, não vou mais passar, oh

Eu prefiro as curvas da Estrada de Santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive e vi pelo espelho
Na distância se perder

Mas se amor que eu perdi
Eu novamente encontrar, oh, oh
As curvas se acabam e na Estrada de Santos
Eu não vou mais passar
Não, não, não, não, não, não

Na Estrada de Santos as curvas se acabam
E eu não vou mais passar
Não, não, não,
Oh, na Estrada de Santos as curvas se acabam
[Roberto Carlos]

domingo, 29 de maio de 2011

Você

Gosto de quando te vejo,
Sinto seu cheiro, eu te beijo...
E tudo isso só faz aumentar meu desejo.
Desejo de você quando te beijo.

Sou menino, muleque
Travesso, serelepe
Inconseqüente e às vezes, até, insano
E sem pudor algum eu amo...

Ó índia bela,
Minha donzela
Que me aparece tão bela

Me faz toda sua

Me tira do sério
quando me surge toda nua

Maravilhoso olhar
Que completa um sorriso
Me faz sonhar

A vontade que dá
É te pegar e com força apertar
Sentir seu calor ao te abraçar
Pele com pele, eu te quero agora!

Sergio A. Oliveira Neto

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá...

Pai Nosso...
Tô contigo sei que tudo posso
Sou filho de Deus, aí, é tudo nosso
Eu tenho visto tanta coisa ultimamente
Tanta coisa errada que me deixa descontente
Eu sei que o mundo não foi feito em um dia
Mas eu só queria a paz e harmonia
Eu sei que o dia de amanhã vai ser melhor
Batalho todo dia pra sair da pior
No movimento eu não tô de bobeira
Prefiro ficar quieto do que falar muita besteira
Quando acordo primeiro a oração
Pra iluminar meus passos pra andar no mundão
Que tá muito louco
É só ratá tá pipoco
Irmão matando irmão
Destruindo uns aos outros
Homem e mulher
Jesus me dê Axé
Pra ser vitorioso tem que andar com fé...

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá
Por isso vou orar pra vida melhorar
Por isso tenho fé, confio em meu axé
Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá

Que a fé tá na mulher
A fé tá na cobra coral
Num pedaço de pão
A fé tá na maré
Na lâmina de um punhal
Na luz, na escuridão

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá

A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer
No calor do verão
A fé tá viva e sã
A fé também tá pra mor-rer
Triste na solidão

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Alma do Mundo

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida. 

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo. 

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego. 
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição. 
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver. 
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar. 
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar. 
Uns queriam silêncio; outros, ouvir. 
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar. 
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário. 

Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe. Tenha a sabedoria superior. 
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena. Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
(Chico Xavier)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quando eu Não Mai Existir


 J. G. Costa

Quando eu não mais existir não quero que a minha despedida seja num lugar triste envolto por olhares tristes e prantos sem fim.Quero que todos saibam que ali se vai alguém que amou de diversas formas e medidas e que sabia, perfeitamente, que este dia iria chegar, como chega para todos e que finalmente vai feliz por tudo de bom que pode despertar nos demais e talvez um pouco triste por não ter realmente, de fato, conseguido abraçar o mundo todo, mas que ao menos consegui plantar algumas sementes de esperança em vários corações e espero agora nessa hora um pouco mais de alegria em sua partida.

Quando eu não mais existir em carne e osso desfilando pela bela passarela da vida, gostaria que a simples lembrança da minha existência conseguisse lhes arrancar um sorriso, pois continuarei preso em algum objeto ou frase que ficou, mas se for uma lágrima que venha rolar em suas faces que seja ela de alegria por um dia, de alguma forma, terem interagido comigo, mas se essa lágrima for de saudade fiquem tranquilos, como eu sempre disse: se existe saudade é porque em algum momento houve amor.
Quando eu não mais existir, peço ao meu bom Deus, atencipadamente, que por favor, assim como eu faço todos os dias, cuide daqueles que escolheram ou foram levados a dividir suas belas vidas comigo, que enfrentaram de alguma forma algum desafio junto à minha pessoa, que não desistiram e seguiram em frente sabendo que o destino existe, mas que podia ser articulado de uma forma à tornar tudo mais belo e que finalmente conseguiram ver muitas vezes um lado bom onde parecia impossível existir.

Quando eu não mais existir em fim, pela lógica das minhas palavras, parece que continuarei existindo, ainda que por muito tempo... incontável tempo... inesgotável tempo... eterno!

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Eu, Sergio, daria um outro título à esse brilhante texto de J.G. Costa. Seria: Quando eu me tornar saudade!
Daria esse título porque acredito que não há como deixar de existir, no literal da palavras, mas apenas no sentido figurado... Pois quando deixamos de existir nos tornamos saudades e, assim, permanecemos gozando de plena vida na lembrança daqueles que amamos e nos amou. Enquanto não formos esquecidos, existiremos no coração de alguém, logo, eu só posso dizer que somos seres eternos!

Sergio A. Oliveira Neto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mulheres


Um homem inteligente falando das mulheres (Muito bom!)

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. 
Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.

Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.
Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. 

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. 
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo. 

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode!
Luiz Fernando Veríssimo

Preconceito...

Por que se atrasa?

Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar.

O vendedor de balões havia chegado cedo, aproveitando a clientela infantil para oferecer seu produto e defender o pão de cada dia.

Como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda.

Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares.

Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca.

Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava.

Aproximou-se meio sem jeito e perguntou:

Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?

O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe:

Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.

* * *

O preconceito é uma praga que se alastra nas sociedades e vai deixando um rastro de prejuízos, tanto físicos como morais.

O preconceito de raça tem feito suas vítimas, ao longo da História da Humanidade.

Mas não é somente o preconceito racial que tem sido causa de infelicidade. Esse malfeitor também aparece disfarçado sob outras formas para ferir e infelicitar.

Por vezes, surge como defensor da religião, espalhando a discórdia e a maldade, o sectarismo e os ódios sem precedentes.

Outras vezes apresenta-se em nome da preservação da raça, gerando abismos intransponíveis entre os filhos de Deus.

Também costuma travestir-se de muro entre as classes sociais, fortalecendo o egoísmo, o orgulho, a inveja e o despeito.

Podemos percebê-lo, ainda, agindo como barreira entre a inteligência e a ignorância, disfarçado de sabedoria, impedindo que o mais esclarecido estenda a mão ao menos instruído.

O preconceito também costuma aparecer travestido de patriotismo, criando a falsa expectativa de supremacia nas mentes contaminadas pela soberba.

Ele também pode ser percebido com aparência de idealismo político, explorando mentes juvenis inexperientes e sonhadoras, que são usadas como massa de manobra.

Como se pode perceber, o preconceito é um inimigo público que deveria ser combatido como se combate uma epidemia.

Essa chaga social tem emperrado as rodas do progresso e da paz.

Por essa razão, vale empreender esforços para detectar sua ação, sob disfarces variados, e impedir sua investida infeliz.

Começando por nós mesmos, vamos fazer uma autoanálise para verificar se o preconceito não está instalado em nosso modo de ver, de sentir, comandando nossas atitudes diárias.

Depois, extirpar de vez por todas esse mal que teima em nos impedir de viver a solidariedade e a fraternidade sem limites, como propôs o Mestre de Nazaré.

* * *

A fraternidade é a chave que rompe as amarras que nos retém nas baixadas, quais balões cativos, e nos permite ganhar as alturas, elevando-nos acima das misérias humanas.

Para isso, lembremo-nos do vendedor de balões e ouçamos a sábia advertência da nossa própria consciência:

Não é a cor, nem a raça, nem a posição social, nem a religião, nem as aparências externas, filho, é o que está dentro de você que o faz subir.

Pense nisso!



Redação do Momento Espírita com base no conto, O vendedor de balões, do livro As 100 mais belas parábolas de todo os tempos, de Alexandre Rangel, ed. Leitura. Em 25.04.2011