terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Força de Nossos Pés

Desde o dia em que tu nasceste, eu criei a ilusão dentro de mim, que poderia caminhar por ti.
Imaginei que colocaria teus pés sobre os meus e te levaria pelos caminhos que eu julgasse mais tranquilos e seguros.

Dessa maneira, tu nunca feririas teus pés pisando em espinhos ou em cacos de vidro e jamais te cansarias da caminhada. Nem mesmo precisarias decidir qual estrada tomar. Isso seria eternamente minha responsabilidade.


E foi assim durante um bom tempo. Caminhei por ti e para ti.

Então, o tempo veio me avisar bruscamente que essa deliciosa tarefa não faria mais parte dos meus dias.
Teus pés cresceram e eu já não conseguia mais equilibrá-los em cima dos meus e, quando eu menos esperava, eles escorregaram e alcançaram o solo.

Hoje sou obrigado a vê-los trilhar caminhos nos quais os meus jamais os levariam e ainda tento detê-los insistentemente, mas só consigo raríssimas vezes.
Agora só me é permitido correr com os meus junto aos teus e, em certos momentos, teus passos são tão largos que quase não posso acompanhá-los.

Atualmente assisto aos teus tropeços sempre pronto a levantar-te das tuas quedas.
Por vezes, tu me estendes as mãos em busca de socorro.

Outras, mesmo estando estirado ao chão e ferido, insistes em levantares sozinho para me provar que já és capaz de te erguer, após teus tombos e curares as próprias feridas.

Assim vamos vivendo e sinto uma saudade imensurável daquele tempo que precisavas de mim para te conduzir, pois era bem mais fácil suportar teu peso sobre meus pés do que sobre o meu coração.
No entanto, já consigo compreender como a vida é sábia.

Percebo, finalmente, que em algum momento tu precisarias mesmo desbravar teus caminhos independente de mim.

Como eu, é provável que tenhas que fazê-lo com mais alguns pés sobre os teus, os dos teus filhos.
Claro que não é uma tarefa fácil. Mas se eu consegui, tu também conseguirás porque plantei em teu coração o melhor e mais poderoso aditivo para que suportes tanto peso: o amor.

* * *

Os filhos são, sem dúvida, um empréstimo Divino.
Com eles aprendemos a lição maior do amor incondicional. Tornamos-nos habilidosos em corrigir nossos piores defeitos e multiplicar os melhores sentimentos.

Se hoje eles estão ao nosso lado, façamos por eles o melhor que pudermos pois, com certeza, logo chegará o tempo em que eles não mais estarão tão próximos.

Quando pequenos, toda a felicidade deles depende dos pais e é realmente doloroso o momento em que constatamos que haverá o tempo em que não mais precisaremos carregá-los e nem guiar os seus passos.
Então preparemos o seu caminho.

Através do amor, ofereçamos a eles toda a bagagem necessária para que possam seguir em frente com força e segurança.

Que eles carreguem a certeza de que, mesmo estando fisicamente distantes, estaremos sempre ao seu lado.

Redação do Momento Espírita,com base em mensagem,de autoria desconhecida.
Em 26.12.2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

Nossos Natais

Toda vez que o Natal retorna, cantando Hosanas, aciono as lembranças dos Natais da minha infância.
Na tela do pensamento, repasso imagens daqueles dias vividos, no seio da família: pais, avós, irmãos.
Dias tão diversos dos atuais. Dias em que a TV ainda não chegara ao nosso lar e o que nos ligava ao mundo, naquele distante rincão, eram as ondas radiofônicas.
Recordo que os dias que antecediam o Natal eram de agitação. Minha irmã era muito criativa e, juntas, fazíamos a decoração da casa.

Laços de fita colorida se mesclavam ao verde de pequenos ramos que retirávamos das árvores do quintal.
Os presentes eram escassos: um para cada criança. Éramos cinco.
No entanto, de forma miraculosa, quando a família adentrava a sala, para a troca tão esperada, havia pacotes e mais pacotes.

Pacotes coloridos, de tamanhos e formas diversas. Leves, pesados, pequenos, grandes.
Era o nosso milagre particular. Tomávamos, minha irmã e eu, de pequenos mimos, esquecidos em gavetas e armários, lavávamos, políamos e providenciávamos embrulhos.

O momento da distribuição era de surpresas contínuas. A pessoa tomava do pacote e tentava adivinhar o que continha.
Seria um presente de verdade ou uma brincadeira? Por vezes, colocávamos algo minúsculo em caixas de variados tamanhos.

E lá ficava um de nós, entre a emoção e a ansiedade de todos, desembrulhando e desembrulhando.
No final, havia sempre risos. Às vezes, era apenas um seixo liso, colhido em passeio familiar e zelosamente guardado para a ocasião.
Ou então, era uma concha sui generis, fruto de uma ida à praia. Um livro emprestado, lido e que retornava, dessa forma, às mãos do dono.

Surpresas e mais surpresas. As crianças participávamos com risos, gritos, exclamações!
A figura de Papai Noel jamais adentrou a nossa casa. Desde muito cedo, aprendemos que nossos pais e avós faziam grandes sacrifícios para conseguir brindar a cada um de nós com um brinquedo.
E nós lhes dávamos lembranças, feitas por nós, entre o carinho e a inabilidade de nossas mãos.

Depois, era a ceia, servida em baixelas de porcelana, especialmente reservadas para dias importantes como o Natal.
Presente de casamento! – Informava nossa mãe, para atestar da importância de todos aqueles pratos.
E bebíamos em copos de cristal, que nos requeriam todo cuidado.

Todos brindávamos, com guaraná, cujas bolhas, provocando cócegas, mais nos faziam rir.
Dias felizes. Natais passados em que não faltava o momento de oração ao Divino Aniversariante, o mais importante convidado. Porque, afinal, só se tinha festa, porque Ele estava aniversariando.

Hoje, quando os anos se transformaram em décadas, agradeço a Deus pelos Natais de tantas venturas familiares.

Agradeço pelos amores que me deram alegrias, tantas e multiplicadas para recordar.
E lhes digo, desejando ouçam no mundo espiritual, onde se encontram: Feliz Natal, vovô, vovó, pai, mãe, irmãos queridos da minha alma saudosa!


Redação do Momento Espírita.
Em 23.12.2011.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Amor insuperável

Ele veio à luz numa noite quase fria e para aquecê-lO, serviram-se os pais de palhas e feno, destinadas aos animais do local onde se abrigavam.
Teve Sua vida ameaçada, desde os meses primeiros, por quem temia se ver destituído do trono das vaidades.

Vagou por terras estrangeiras, retornando à cidade de Seus pais, para crescer em graça e vitalidade.
O clima político era de intranquilidade. O povo a que pertencia era escravo de nação arbitrária e dominadora.

O governo estava centrado no acúmulo das riquezas e na manutenção do poder pela força, desde que lhe faleciam razões outras.
Toda vez que lhe mencionariam o nome, ao longo dos séculos que viriam empós, seria lembrado como Aquele que viera de cidade das menos expressivas de Sua nação.

Seu pai não detinha projeção social. Era carpinteiro e cedo, Suas mãos longas e finas passaram a modelar a madeira.
Quando o tempo se fez próprio, fez-Se conhecer dos homens, servindo-Se de frases ditas muitos séculos antes de Sua vinda.

Frases de conhecimento popular, repetidas de geração a geração, em cânticos de esperança.
Mas aqueles mesmos para quem viera, não O reconheceram. Esperavam alguém cheio de pompa e Ele fez-Se pequeno, para amar e servir aos homens.
Acusaram-nO de crime de sacrilégio porque ousou afirmar a Sua filiação Divina, desvelando-nos o Pai de todos nós.

Chamou os que O seguiam de amigos, patenteando que a amizade é dos mais puros sentimentos.
Afirmou que Se ofereceria em holocausto, no momento oportuno e que, pelos Seus amigos, daria a própria vida.

Lecionou a alegria, fazendo-Se presente em momentos de importância da vida de parentes e pessoas que desejavam com Ele partilhar o pão, a mesa, a amizade.
Abençoou com Sua presença um casamento, assinalando a importância da família.

Chamou a Si os pequenos, afirmando da importância do período infantil e, educador excepcional, disse das graves responsabilidades de se bem conduzir essa quadra da vida.
Esteve com os jovens e, idealista, convidou-os para O seguirem, a fim de que tivessem a sua juventude abençoada pelo amor imperecível.
Fez da natureza Seu templo e Sua escola, chamando a atenção dos que O ouviam para as coisas pequeninas.

O grão de mostarda, a figueira improdutiva, a sega no momento apropriado, a periodicidade das estações, uma folha de árvore.

Ensinou a nobreza no sacrifício por amor à verdade. Com Seu sangue regou o ânimo dos que Se lhe tornariam seguidores, no transcorrer dos evos.
Retornando do país do Além, Ele que fora abandonado, traído, apresentou-Se para consolar os amigos.
Atestou a Imortalidade com a Sua presença, permitindo-Se tocar, apalpar.

Conhecedor das necessidades humanas mais primárias, não Se pejou em preparar, na praia, o fogo, oferecendo aos amigos pescadores, o alimento, em Seu retorno das lides.
Foi filho amoroso, amigo incondicional, servidor da Humanidade.

Nada exigiu. Exemplificou a perfeição e, num convite veemente, estabeleceu que quem O desejasse imitar, bastava tomar de Sua cruz e segui-lo.

O que Ele fazia, todos podiam realizar.

Não prometeu recursos amoedados ou situações de privilégio. Ele era o Modelo e Guia, sem sequer possuir uma pedra para repousar a cabeça.
Não era excepcional, afirmava. Filho do Pai Excelso, comungando de Sua vontade, revelou-nos a nossa filiação Divina.

E no Seu testamento de amor afirmou que somos os herdeiros das estrelas, os senhores dos astros, viajores do Universo.
Chamam-no Nazareno, Amigo Celeste, Galileu, filho de Deus.

Não importa. Ele é Jesus, o amor insuperável. Nosso Mestre, Amigo, Irmão.


Redação do Momento Espírita.Em 13.12.2011.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Poesia Matemática


Millôr Fernandes

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.


Texto extraído do livro “Tempo e Contratempo“, Edições O Cruzeiro – Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um anjo falou pra mim...

Em seu mundo, vocês necessitam do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença ara apreciar a saúde; nos outros mundos, esses contrastes não são necessários; a eterna luz, a eterna beleza, a eterna tranquilidade da alma proporcionam uma alegria eterna que nem as angústias da vida material, nem o contato dos maus, que ali não têm acesso, perturbam. Aí está o que o espírito humano tem maior dificuldade em compreender; foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca conseguiu representar as alegrias do céu; e por que isso? Porque, sendo inferior, só suportou sofrimentos e misérias, e nunca entreviu as claridades celestes; só pode falar do que conhece; mas à medida que se eleva e se depura, o horizonte se abre e compreende o bem que está diante dele, como compreendeu o mal que ficou para trás.

[O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III - 8 Instrução dos Espíritos]

Curioso como nós, humanos, temos uma tendência a exaltar a dor de forma que desejamos tanto seu alívio, porém não conseguimos ficar sem ela. Criamos, com bastante imaginação, infernos particulares e, muitas vezes, não conseguimos sair de dentro dele... Não conseguimos vencer a nós mesmos!!

O que nos falta?!

Por que somos assim?

Cada um de nós possui as respostas para tais perguntas, para mim: me falta o conhecimento da verdade e sua vivência e já estou trabalhando nisso. Sou assim porque boa parte da minha vida meu corpo apenas sentiu dor e agora, estou aprendendo a perceber alegria, amor, carinho, paz ... Se Deus é muito bom para mim, para você jamais será diferente... Pense nisso!

Sergio A. Oliveira Neto

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sábias Palavras

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos,
não se detenha... na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida. 

Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura. 

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo. 

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais. 

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés. 

Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário. 

Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. 

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida. 

A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa;
a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar! 

Chico Xavier

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Elogie do jeito certo

Recentemente um grupo de crianças passou por um teste muito interessante.

Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas.Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

Em seguida, foram divididas em dois grupos: o grupo A foi elogiado quanto à inteligência.Uau, como você é inteligente! Que esperta você é!Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!E outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!Menino, que legal ter visto seu esforço!Que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem! E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.

Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.

As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos: o ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças inteligentes não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.
Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente.
As esforçadas não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.

Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.

Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbackse incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração. – Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo... Você é ético.
Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... Você é solidária.

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é tática paterna, é incentivo real.

Elogiar superficialmente é mais fácil para os educadores, pois tais expressões quase sempre são padrões e não exigem reflexão por parte de quem as diz.

Mas, os pais esforçados não devem estar atrás de soluções fáceis, mas sim das melhores soluções para a educação de seus rebentos.

Aprendamos,assim, a elogiar corretamente, reforçando comportamentos positivos, contribuindo na formação de homens e mulheres de bem.

Redação do Momento Espírita com base no artigo Elogie do jeito certo, de Marcos Meier,do site www.marcosmeier.com.br .Em 23.11.2011.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Construção da felicidade

Não há no mundo quem não deseje uma vida de felicidades. Sonhamos e desejamos que nossos dias sejam de alegrias intensas e plenas.
Anelamos que o sorriso nos venha fácil, que os dias nos sejam leves e que seja de venturas o nosso caminhar.

É natural que assim seja. Somos seres fadados à felicidade e esse é o sentimento que encontra na alma os mais profundos significados.
Porém, na ânsia da felicidade, imaginamos que temos que buscá-la em algum ponto, que a encontraremos em algum momento, que a atingiremos em um dia determinado.

Lembramos o soneto do poeta Vicente de Carvalho que afirma que a felicidade é uma árvore de dourados pomos, porém que não a alcançamos, porque sempre está onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.

Ao imaginar a felicidade como uma meta a alcançar nos esquecemos que, na verdade, a felicidade é caminho a se traçar, é trilha a se percorrer, é história a se construir.
Quando imaginamos que a felicidade chegará um dia, perdemo-nos nos dias e não enxergamos a felicidade que nos chega.

Ou não será felicidade poder deparar-se com um pôr-de-sol tingindo de vermelho um céu que há pouco era de um azul profundo? Há tantos que desejariam ver um pôr-de-sol...
Quanta felicidade pode haver em escutar as primeiras palavras de um filho, uma declaração de amor de quem queremos bem, ou ainda, o assovio do vento chacoalhando suave as folhas da árvore? Há tantos que nada escutam, nem ouvem ou percebem...

Como somos felizes por poder pensar, criar, sonhar e, num piscar de olhos, viajar no mundo e no espaço, conduzidos pela imaginação, guiados pela mente! São tantos que permanecem carcereiros de si mesmos em suas distonias mentais, nos desequilíbrios emocionais...
Preocupamo-nos tanto em buscar a felicidade, que nos esquecemos que já temos motivos de sobra para sermos felizes.
E, efetivamente, não nos damos conta que a felicidade não está em chegar, mas que ela mora no próprio caminhar.

Ser feliz é ter o olhar de gratidão perante a vida, de entendimento do seu propósito, da percepção de que ela se mostra sempre generosa a cada um de nós.

Ser feliz não é negar que na vida também haverá embates, lutas e desafios cotidianos. Afinal, esses são componentes de nosso viver e, naturalmente, podem trazer dificuldades e dissabores.
Porém, ser feliz é também perceber que os embates produzem amadurecimento, que as lutas nos fazem mais fortes e nos oferecem aprendizado.

Assim, de forma alguma vale a pena ficarmos esperando o dia em que nossa felicidade se completará.
Ser feliz é compromisso para hoje, que se inicia pelo olhar para as coisas do mundo, passa pelo coração em forma de reconhecimento pelos presentes que nos chegam, completa-se em gratidão, oferecendo à vida o que ela nos dá em abundância.

Redação do Momento Espírita.Em 25.11.2011.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A primeira vez que eu vi seu rosto...

A primeira vez que eu vi seu rosto
Eu pensei que o sol nascia em seus olhos
E a lua e as estrelas foram os presentes que você deu
Para a escuridão e os céus vazios

A primeira vez que eu beijei sua boca
Eu senti a terra girar em minha mão
Como o coração tremulo de um pássaro capturado
Que estava lá sob o meu comando, meu amor

A primeira vez que eu me deitei com você
E senti seu coração bater tão perto do meu
Pensei que nossa alegria iria encher a terra
E seríamos os últimos até o fim dos tempos, meu amor
A primeira vez que eu vi seu rosto, seu rosto, seu rosto, seu rosto

E. MacColl

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Você é o que deseja ser...

João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.
Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.
Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.
Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: Calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.

Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.
Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo.
Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar.
Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.

Enquanto isso, Mário, em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.
Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.
Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.

Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.
Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: Sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe.
Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: Por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?
Emocionado, João respondeu: Devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum.

Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

* * *

O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro e, sim, a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.

Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.
Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.
O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.
O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.

E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.
Pense nisso! Mas pense agora!

Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.Em 20.10.2011.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eu, inimigo meu

Muitas lágrimas tiveram o meu nome... Durante um tempo me fiz acreditar que eu era a dor e que pra mim não havia cura. Vivi em absoluta escuridão, em conflito com meus pensamentos. Não sabia com quem lutava, se comigo ou com o meu inimigo, eu!

Eu, deixou de existir e o frio tomou conta do infinito... O silêncio me torturou deixando muitas cicatrizes e tudo que eu tocava sofria!

Machuquei pessoas, destruí sonhos e tornei-me pesadelo e por onde eu passei perpetuei as trevas... Mas como a escuridão, eu tinha ânsia de luz, desejo de cores, cede de calor, vontade de conhecer a vida como plena...

As lágrimas que fiz cair me fizeram sofrer...
Os desapontamentos que provoquei me fizeram sofrer...
A dor que despertei me doeu...

Fechei os olhos e vi meu inimigo, rindo... rindo de mim, da minha dor, do meu sofrer e escolhi enfrentar, escolhi lutar, escolhi vencer.

Muito astuto, ligeiro e cauteloso, ele, meu inimigo, me conhece, sabe o que eu sei, sabe como penso, como decido... Eu, sem muitas opções, usei a pouca sabedoria que aprendi com meu inimigo, me escondi onde ele não procuraria, me fiz parecer ele, me fiz confundir com ele. Ele, dentro da minha cabeça, se viu perdido, se viu encurralado... à qualquer momento poderia ser atacado por mim, mas ele não sabia de que lado poderia ser atacado... A virtude da paciência se aprende e nunca se tem o bastante, quando não dominamos ela a agonia nos domina, o desespero toma conta e nos condenamos em nossas ações. Eu esperei, pois eu aprendi a esperar, me escondi e vigiei... Meu inimigo não soube ter paciência, sedento por destruição ele me queria e por não saber se controlar ele vacilou... Acabei com o frio doando meu calor, fiz da escuridão tão pequena com uma simples chama de esperança e revelei minha força pela fé. 

Mostrei ao meu inimigo que eu estava onde ele jamais alcançara, no coração!

Doeu de mais, lição aprendida... fiz a escolha que me fez eu!

Escolhi ser feliz!

Sergio Antonio de Oliveira Neto

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Oração Atendida

Será que Deus atende mesmo a todas as orações? Jesus nos afirmou que tudo o que pedíssemos ao Pai em Seu nome, Ele nos concederia.

Mesmo assim, a debilidade da nossa fé, vez ou outra, faz com que nos perguntemos: Será que atende?
Afinal, quantos de nós já fizemos rogativas ao Criador, que jamais foram atendidas?
Será preciso algum detalhe que nos possibilite ser atendidos por Deus?
Os mais revoltados, ante seus problemas não solucionados pela Divindade, chegam a admitir a parcialidade Divina que atende a uns e não atende a outros.

Contudo, não é assim. Ocorre que, inúmeras vezes, não nos apercebemos que Deus nos responde, embora nem sempre da forma que desejamos.
Mas, com certeza, sempre é o melhor que o Pai dispõe.
Recordamo-nos de um soldado americano, ferido durante a Guerra Civil. Após o ferimento, seguiram-se meses e meses de sofrimentos. A sua dor atingiu o auge quando ele se deu conta de que havia se tornado um deficiente físico.

No entanto, a transformação radical em sua vida lhe abriu novos horizontes que ele sintetizou em uma oração.

Oração que talvez se constitua em uma das mais belas páginas escritas por um deficiente físico.
Conforme a tradução livre, do original inglês, diz ele:

Pedi a Deus que me desse forças, para tudo conseguir...
Fui feito fraco para aprender a obedecer.
Pedi a Deus a saúde para realizar coisas grandiosas...
Fui feito doente para realizar coisas difíceis.
Pedi a Deus por riquezas, para comprar felicidade...
Fui feito pobre, para vender sabedoria.
Pedi a Deus que me concedesse poder, para que os homens necessitassem de mim...
Fui feito insignificante, para sentir a necessidade de Deus ...
Pedi a Deus por tudo isso, para poder gozar a vida...
E Deus me deu a vida para poder avaliar seu gozo.
Não recebi nada do que pedi, mas obtive tudo aquilo que esperava ganhar.
A despeito dos meus erros, as preces que não fiz foram atendidas.
E, dentre todos os homens, eu me considero o mais ricamente abençoado.

* * *

O entendimento do soldado ferido que se tornou um paralítico anônimo nos dá a tônica de como Deus ouve nossas preces e as atende, sempre de acordo com o que seja melhor para nós.
Afinal, muitas vezes passamos a valorizar as pequeninas e preciosas coisas da vida, quando elas nos são retiradas.

* * *

O ano de 1981 foi o primeiro Ano Internacional da Pessoa Deficiente.
Ser deficiente não significa ser doente.
É simplesmente ser diferente. Diferente dos padrões considerados como normais.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, pt. 1 e cap. 5, pt. 2 do livro As aves feridas na Terra voam, de Nancy Puhlmann di Girolamo, ed. Inst. Beneficente Nosso Lar, SP.Disponível no cd Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.Em 06.10.2011.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mandy - Barry Manilow

I remember all my life
Raining down as cold as ice,
shadows of a man
A face through a window
Crying in the night
The night goes into

Morning, just another day
Happy people pass my way
Looking in their eyes
I see a memory
I never realized
how happy you made me oh Mandy

Well you came and you gave without taking
but I sent you away, oh Mandy
well you kissed me and stopped me from shaking
And I need you today, oh Mandy

I'm standing on the edge of time
I´ve Walked away when love was mine
Caught up in a world of uphill climbing
The tears are in my mind
And nothing is rhyming, oh Mandy

Well you came and you gave without taking
but I sent you away, oh Mandy
well you kissed me and stopped me from shaking
And I need you today, oh Mandy

Yesterday's a dream I face the morning
Crying on the breeze
the pain is calling, oh Mandy

Well you came and you gave without taking
but I sent you away, oh Mandy
well you kissed me and stopped me from shaking
And I need you today, oh Mandy

Well you came and you gave without taking
but I sent you away, oh Mandy
well you kissed me and stopped me from shaking
And I need you

terça-feira, 27 de setembro de 2011

EU QUERO SER FELIZ AGORA


Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pra uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...

Eu quero ser feliz agora

Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferre, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela...

Eu quero ser feliz agora
[Oswaldo Montenegro]

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Lista

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos,

quem você mais via há dez anos atrás...

Quantos você ainda vê todo dia ?

Quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha...

Quantos você desistiu de sonhar?

Quantos amores jurados pra sempre...

Quantos você conseguiu preservar?

Onde você ainda se reconhece,

na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria?

Quantos amigos você jogou fora...

Quantos mistérios que você sondava,

quantos você conseguiu entender?

Quantos defeitos sanados com o tempo,

era o melhor que havia em você?

Quantas mentiras você condenava,

quantas você teve que cometer ?

Quantas canções que você não cantava,

hoje assobia pra sobreviver ...

Quantos segredos que você guardava,

hoje são bobos ninguém quer saber ...

Quantas pessoas que você amava,

hoje acredita que amam você?

Prece

Que eu continue a acreditar no outro, mesmo sabendo de alguns valores tão estranhos que permeiam o mundo! Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre! 

Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida! Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo eles vão indo embora de nossas vidas!

 Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda! Que eu mantenha o meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho! 

Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é só sentimento de posse. É sentimento de doação! Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas o que vejo no mundo, escurecem meus olhos! 

Que eu retoralimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes, quanto o sucesso e a alegria! Que eu atenda sempre mais a minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo! 

Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio a turbulência dos interesses! Que eu não perca o meu forte abraço e o distribua sempre! 

Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos! E que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes exige muito para manter a sua harmonia! 

Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é peqena! E acima de tudo, que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta amravilhosa teia chamada vida, criada por Alguém bem superior a nós! E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e sim nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!!  Assim seja!!!!  (Chico Xavier).

"Deus é a Energia Cósmica universal, que habita dentro de você e de tudo o que existe nos universos infinitos, dando-lhes vida e força.
Confie nessa força

Esperança

"Ninguém tem o direito de ser feliz sozinho".


O importante não é chegar primeiro. Não é chegar antes dos outros. Não é atingir sozinho a meta desejada.
A humanidade caminha com vontade de chegar.
O importante é os homens caminharem juntos, andarem unidos, de mãos dadas, confraternizados na busca da paz.
Os homens não se entendem por quê?
Porque eles não estendem as mãos e não se abrem para a ternura do diálogo.
Impõem quando deveriam aceitar.
Exigem quando deveriam oferecer.
Condenam quando quando deveriam perdoar.
São muitos os anseios. Diferentes as capacidades.
Nem todos os homens percebem que a meta é a mesma e uma só é a esperança.
A esperança é luz interior, a iluminar no equilíbrio do silêncio, a caminhada dos homens.
A esperança permite olhar e ver os que também caminham pelo mesmo ideal.
A esperança ensina que a humanidade atingirá sua meta;
Solidariedade no amor.

AUTOR DESCONHECIDO

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Reflexo

"Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."

"Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos" [V de Vingança]

Este é um filme sensacional que retrata, de forma sutil, diversos momentos da minha vida como os conflitos, derrotas e vitórias, mas também as tristezas, desapontamentos, frustrações... 

Neste mesmo filme, há um momento em que "V" diz: "Por baixo dessa carne existe um ideal. e as idéias nunca morrem" ... Assim sou eu, como as ideias e ideias nunca morrem, sobrevivi a todas turbulências até agora, me levantei mais forte e tornei minha fúria serena, o ardor do fogo brando, mas nunca permiti que a chama se apagasse, pois o calor é necessário!

E mesmo em um ambiente de guerra, há espaço para o amor, o carinho, um beijo... até o Adeus!!!


Sergio A. Oliveira Neto

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Onde estão os anjos?

Aquela era mais uma tarde de trabalho abençoado na escola de evangelização infantil de uma Casa Espírita.
Todas as semanas, um grupo de mães e seus filhos, de idades variadas, adentravam as portas da instituição de amor e caridade.

Naqueles encontros semanais, as famílias buscavam o alimento para a alma, que lhes era ofertado através dos ensinamentos cristãos e das palavras de conforto que partiam do coração de cada trabalhador devotado.

Também lhes era ofertado o alimento para o corpo pois, depois dos estudos e de outras atividades, as mães e seus filhos desfrutavam de um lanche, preparado com muito carinho e dedicação.
Uma vez por mês, em um desses encontros, lhes era oferecido um lanche especial.
As crianças esperavam ansiosamente por esse dia, pois sabiam que receberiam um agrado diferente. A maioria vivia em condições de muita dificuldade financeira, tendo na sua rotina apenas o alimento básico para o sustento.

Foi num desses lanches que aconteceu algo inesperado. As crianças receberam guloseimas. Logo as abriram e degustaram com rapidez.

Porém, uma das crianças, de apenas quatro anos, ao receber as balinhas que foram depositadas na sua pequenina mão, fixou demoradamente o olhar nelas e, em seguida, guardou-as em seu bolso.
A pessoa que as entregou, estranhando a atitude, resolveu perguntar por que ele não iria saborear as guloseimas naquele momento.

O menininho disse que gostava muito dos docinhos mas que iria guardá-los para o irmão que havia ficado em casa. A mãe não tinha como transportá-lo por não ter uma cadeira de rodas.

* * *

Esse ato de amor de um coração infantil nos traz uma grande lição.
Evidencia o desprendimento de uma criança que, com espontaneidade, abriu mão de algo que apreciava, para ofertar ao irmão que ali não podia estar.

Ao renunciar à própria vontade em nome de fazer o outro feliz, essa doce criança mostrou-nos possuir um nobre sentimento: a abnegação.
Na sua pequenez, mostrou que o amor está em nós, que não precisa ser ensinado, que basta algo ou alguém para despertá-lo.

Mesmo sem ter disso consciência, essa criança agiu como um anjo, zelando e cuidando de um ente querido e amado, seu próprio irmão.

* * *

Que possamos ter olhos sensíveis para ver o quanto podemos aprender com a simplicidade das atitudes infantis.
Que possamos estar atentos às palavras e ações vindas desses corações inocentes.
A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda ideia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Redação do Momento Espírita, com frase final do item 3, do
cap. VIII de O Evangelho segundo o Espiritismo,
de Allan Kardec, ed. Feb.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vontade de Deus

Em nossa caminhada na Terra, nos deparamos com dificuldades de diversas ordens. São as doenças que nos chegam inesperadamente, os reveses financeiros, os desentendimentos pessoais, perdas de parentes e amigos.

Nesses momentos nossa fé é colocada à prova, pois muito do que nos acontece nos escapa à compreensão. Através de questionamentos íntimos, buscamos incessantemente a causa do que nos aflige e, por vezes, não a encontramos.

Perguntamo-nos qual a melhor conduta a adotar nessas situações. É certo que devemos buscar as providências práticas necessárias para tentar superar, na medida do possível, essas dificuldades.
Mas, quando carregamos em nosso íntimo a fé verdadeira, qualquer que seja o caminho escolhido para ser percorrido na busca das soluções, com certeza, se tornará menos árduo.

A fé nos ensina que Deus é Pai bondoso e misericordioso e que só deseja o nosso bem. Melhor do que nós, sabe o que nos convém.
Quando, na oração dominical, rogamos ao Pai que seja feita a vontade Dele, estamos nos submetendo aos Seus decretos.

Mas, somente nos submeteremos à vontade de Deus sem queixas e sem revoltas, quando compreendermos que Deus é fonte de toda sabedoria e que tudo que nos acontece tem um propósito.
A vontade Divina se manifesta em nosso favor, desde as pequenas contrariedades do dia-a-dia, até nos grandes problemas que, por vezes, julgamos sem solução.

A luta é necessária para nosso crescimento e a superação das dificuldades nos deixa mais fortalecidos.
Para transformar o barro em um perfeito vaso, o oleiro necessita do calor do fogo, usando a sua chama com todo cuidado e carinho.

O sofrimento e a luta são as chamas invisíveis que o nosso Pai Celestial criou para o embelezamento das nossas almas que, um dia, serão vasos sublimes e perfeitos para o serviço do céu.

* * *

Podemos discernir a vontade de Deus, em todas as situações:
No sofrimento, é a paciência.
Na perturbação, é a serenidade.
Diante da maldade, é o bem que auxilia sempre.
Perante as sombras, é a luz.
No trabalho, é o devotamento do dever.
Na amargura, é a esperança.
No erro, é a corrigenda.
Na queda, é o reerguimento.
Na luta, é o valor moral.
Na tentação, é a resistência.
Junto à discórdia, é a harmonia.
À frente do ódio, é o amor.
No ruído da maledicência, é o silêncio.
Na ofensa, é o perdão completo.
Na vida comum, é a bondade em favor de todos.

* * *

O objetivo da prece consiste em elevar a nossa alma a Deus. O importante é que ela seja sempre dita de coração e não somente dos lábios.
Quando utilizarmos a oração dominical, o Pai Nosso, que nos foi ensinada por Jesus, o façamos de todo o nosso coração. Que o sentido de cada palavra toque verdadeiramente a nossa alma.

Redação do Momento Espírita, com frases
da pt. 4, do livro Pai nosso, pelo Espírito Meimei,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 24.08.2011.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Único / One and Only - Adele


Você está na minha cabeça
E eu adoro mais a cada dia
Me perco no tempo,
Só pensando em seu rosto,
Só Deus sabe por que levou tanto tempo para esquecer minhas dúvidas
Você é a única que eu quero,

Eu não sei por que eu estou com medo,
Eu já estive aqui antes,
Cada sentimento, cada palavra,
Já imaginei tudo,
Você nunca saberá se nunca tentar,
Perdoar o seu passado e simplesmente ser minha,

Eu te desafio a me deixar ser seu, único,
Juro que valho a pena,
Você me segura em seus braços,
Então venha e me dê uma chance,
Para provar que eu sou o único que pode trilhar esse caminho,
Até o final começar,

Se eu estive na sua cabeça,
Você se prende a cada palavra que eu digo,
Perca-se no tempo,
Com a menção de meu nome,
Será que um dia eu saberei como é ficar perto de você,
E fazer você dizer que irá comigo para onde eu for?

Eu não sei por que eu estou com medo,
Porque eu já estive aqui antes,
Cada sentimento, cada palavra,
Já imaginei isso tudo,
Você nunca saberá se nunca tentar,
Esquecer o seu passado e simplesmente ser minha,
Eu te desafio a me deixar ser seu, único,
Juro que valho a pena, mmm,
Você me segura em seus braços,
Então venha e me dê uma chance,
Para provar que eu sou o único que pode trilhar esse caminho,
Até o final começar,

Eu sei que não é fácil desistir do seu coração,
Eu sei que não é fácil desistir do seu coração,
Ninguém é perfeito
(Eu sei que não é fácil abrir mão de seu coração),
Acredite, eu aprendi
Ninguém é perfeito
(Eu sei que não é fácil abrir mão de seu coração),
Acredite, eu aprendi
Ninguém é perfeito
(Eu sei que não é fácil abrir mão de seu coração),
Acredite, eu aprendi
Ninguém é perfeito
(Eu sei que não é fácil abrir mão de seu coração),
Acredite, eu aprendi

Eu te desafio a me deixar ser seu, único,
Juro que valho a pena, mmm,
Você me tomar em seus braços,
Então venha e me dê uma chance,
Para provar que eu sou o único que pode trilhar esse caminho,
Até o final começar,

Então venha e me dê uma chance,
Para provar que eu sou o único que pode trilhar esse caminho,
Até o final começar.

One and Only

You've been on my mind,
I grow fonder every day,
Lose myself in time,
Just thinking of your face,
God only knows why it's taken me so long to let my doubts go,
You're the only one that I want,

I don't know why I'm scared,
I've been here before,
Every feeling, every word,
I've imagined it all,
You'll never know if you never try,
To forgive your past and simply be mine,

I dare you to let me be your, your one and only,
Promise I'm worthy,
To hold in your arms,
So come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts,

If I've been on your mind,
You hang on every word I say,
Lose yourself in time,
At the mention of my name,
Will I ever know how it feels to hold you close,
And have you tell me whichever road I choose, you'll go?

I don't know why I'm scared,
'Cause I've been here before,
Every feeling, every word,
I've imagined it all,
You'll never know if you never try,
To forgive your past and simply be mine,
I dare you to let me be your, your one and only,
I promise I'm worthy, mmm,
To hold in your arms,
So come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts,

I know it ain't easy giving up your heart,
I know it ain't easy giving up your heart,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,

So I dare you to let me be your, your one and only,
I promise I'm worthy,
To hold in your arms,
So come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts,

Come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts.

Eu não conhecia minha própria força

Perdi o contato com minha alma...
Eu não tinha nenhum lugar para virar
Eu não tinha nenhum lugar para ir .
Perdi a visão do meu sonho
Pensei que esse seria o meu fim.
Eu pensei que nunca passaria por isso
Eu não tinha esperança de me segurar
Eu pensei que iria falhar
Eu não conhecia minha própria força
E eu me abati e desabei
Mas eu não desmoronei
Passei por toda dor
Eu não conhecia minha própria força
Sobrevivi ao meu momento mais sombrio
Minha fé se manteve viva
Eu me tomei de volta, levantei minha cabeça bem alto
Eu não fui feito pra falhar
Eu não conhecia minha própria força
No meu coração encontrei esperança
Eu encontrei a luz da vida
Um caminho para fora das trevas
Achei tudo que eu precisava
Tudo aqui, dentro de mim
Pensei até que nunca encontraria meu caminho
Pense que nunca levantaria esse peso
Pensei que iria falhar
Mas eu não conhecia minha própria força
Houveram várias vezes que eu me perguntei como passaria a noite
Pensei que tinha tudo que eu poderia conseguir
Então comecei a conhecer minha própria força...

Sergio

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aos meus heróis

Faz muito tempo que eu não escrevo nada,
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida.

Quero fazer uma canção mais delicada,
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir sua cabeça pro meu tema.

Que fique claro, a juventude não tem culpa.
É o eletronic fundindo a sua cuca.
Eu também gosto de dançar o pancadão,
Mas é saudável te dar outra opção.

Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço
Mas não me esqueço das riquezas do passado.

Eu quero "a benção" de Vinícius de Morais,
O Belchior cantando "como nossos pais",
E se eu quiser falar com Gil sobre o Flamengo,
"O que será" que o nosso Chico tá escrevendo.

Aquelas "rosas" já "não falam" de Cartola
E do Cazuza "te pegando na escola".
To com saudades de Jobim com seu piano,
Do Fábio Jr. Com seus "20 e poucos anos".

Se o Renato teve seu "tempo perdido",
O Rei Roberto "outra vez" o mais querido.
A "agonia" do Oswaldo Montenegro
Ao ver que a porta já não tem mais nem segredos.

Ter tido a "sorte" de escutar o Taiguara
E "Madalena" de Ivan Lins, beleza rara.
Ver a "morena tropicana" do Alceu,
Marisa Monte me dizendo "beija eu"
Beija eu, beija eu
deixa que eu seja eu (2x)

O Zé Rodrigues em sua "casa no campo"
Levou Geraldo pra cantar num "dia branco".
No "chão de giz" do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Benjor, Tim Maia e Rita Lee.

Pedir ao Beto um novo "sol de primavera",
Ver o Toquinho retocando a "aquarela",
Ouvir o Milton "lá no clube da esquina"
Cantando ao lado da rainha Elis Regina.

Quero "sem lenço e documento" o Caetano
O Djavan mostrando a cor do "oceano".
Vou "caminhando e cantando" com o Vandré
E a outra vida, Gonzaguinha, "o que é?"

Atenção DJ faça a sua parte,
Não copie os outros, seja mais "smart".
Na rádio ou na pista mude a seqüência,
Mexa com as pessoas e com a consciência.

Se você não toca letra inteligente
Fica dominada, limitada a mente.
Faça refletir DJ, não se esqueça,
Mexa o popozão, mas também a cabeça.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Conhecendo o velho pai

Filho, acorda! São oito horas! Você vai se atrasar!
De um salto, o rapaz se levantou. Contudo, logo se deu conta que era seu primeiro dia de férias.
Atrasar para quê, mãe?
Para pescar com seu pai.

O jovem perdeu todo o entusiasmo. Sim, ele prometera, quando estivesse em férias, pescar com seu pai. Mas, tinha que ser logo no primeiro dia de férias?
Enfim, ele foi, mesmo a contragosto.
Sentado ao lado do pai, que dirigia, cantando, ele pensava em como seu pai estava ficando velho e meio lelé.

Ficava cantando músicas antigas, ria, conversava e conversava.
Finalmente, chegaram. Quer dizer, o carro estacionou, mas o pai disse que ali não era local apropriado para pesca. Só dava peixe pequeno.
Andaram durante duas horas, no meio de mata densa, até chegar ao pesqueiro secreto do pai.
Claro que é secreto, falou o rapaz, incomodado. Ninguém, a não ser você vem aqui. Nem os peixes.
Isso é o que você pensa! – Falou o pai. Aqui é que se reúnem as maiores tilápias da represa.
E, disposto, colocou botas altas, calças impermeáveis e entrou na água para cortar o mato que tomava conta quase total do lago.

Tudo aquilo estava parecendo muito doido ao filho. Que graça podia ter tudo aquilo?
Quando o pai preparou a vara e jogou o anzol, ele não aguentou e falou:
Pai, estou preocupado com você.
Essa maluquice de vir até este fim de mundo para pescar tilápias. E a mamãe falou que você nunca volta com peixe.

Já pensou em procurar um psicólogo?
Estou ótimo, falou o pai. O Freitas, que vem sempre aqui comigo, é psicólogo. O Tavares é psiquiatra.
Nesse momento, ele sentiu a fisgada no anzol, puxou a linha e lá estava ela: uma grande tilápia.
O rapaz estava surpreso.
Pai, você já pescou peixe grande assim, antes?
Sempre, meu filho.
Mas eu nunca vi você levar para casa nenhum.
Eu vou mostrar por que, falou o pai.

E fotografou o filho segurando o peixe. Depois, pegou a tilápia e a devolveu à água.
Eu pesco por prazer, não para encher a barriga.
Aquilo sim era legal, pensou o filho. O resto do dia passou pescando com o pai. E devolvendo às águas o que pescava, depois de fotografar.
Vá procurar o seu irmão, dizia, soltando o peixe.
Ao final do dia, no retorno ao lar, confessou que fazia tempo que não se divertia tanto. Aquilo sim, era radical.

À noite, enquanto se preparava para dormir, pensou que seu pai não tinha nada de louco ou de desequilibrado.
Seu pai sabia viver. Seu pai era um gênio. E ele descobrira naquele dia.

* * *

Você já se dispôs a passar um dia inteiro ao lado de seu velho pai, bebendo da sua sabedoria?
Já tentou puxar conversa dos tempos em que ele passava brilhantina no cabelo para ir namorar sua mãe?
Você já pensou que seu pai também foi moleque, adolescente, rapaz? Que teve sonhos?
Olhe seu velho com esses olhos de quem valoriza a experiência, os anos da madureza, as lutas que lhe nevaram os cabelos.
E, sem receio, abrace seu velho, agradeça por todos os dias de alegria que ele lhe proporcionou.
Faça isso. Mesmo que seja pela primeira vez. Hoje, enquanto é tempo e ele está ao seu lado.

Redação do Momento Espírita com base na história Meu pai... o rei do peixe, de Maurício de Sousa, da Revista Cebolinha, nº. 224.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 19, ed. Fep.
Em 10.08.2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

É assim que é...

Dotei meus sonhos de vida... Não tomei conhecimento dos obstáculos e por isso perdi, sim perdi, muitas oportunidades de aprender, me tornei escravo dos meus desejos e paguei o preço da liberdade...

Hoje caminho a passos lentos, mas o chão que piso é quente, difícil é verdade, porém reto!

Toda vez que chego eu estou partindo, da janela do meu quarto vejo ao longe o horizonte cada vez maior e meus sonhos, tão cobiçados por mim, lentamente mais perto de mim, mas para quê a pressa se posso, nesse caminho, viver eu, você, ele, ela, a dor, a alegria, o sorriso, o abraço, a tristeza, a paixão, a amizade, o amor...

Até aqui fiz valer, sem mágoas e sem arrependimentos que me fizesse desejar mais o passado do que o presente, ou ainda pior, querer apenas o futuro. Não, por acaso, descobri o sentido da palavra "EU", que para mim soou como NÓS!

De bobeira aqui não estou, 
Segura a bronca porque pra mim já deu
Sacudindo a poeira daqui eu vou
Levando comigo o amor que Deus me deu

Que que foi que que foi que que há
Chega pra cá seu Zé
Pega a cuíca e faça-a chorar
Porque aqui não tem zé mané


Sergio A. Oliveira Neto

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Minutos de Sabedoria

Se o sofrimento bateu à sua porta, não se desespere: são Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

O sofrimento parece a todos um mal, a dor apavora...

Mas, quando aprendemos que a dor é uma libertação que nos devolve a paz ao espírito, passamos a julgá-la menos dolorosa.

Para que sua dor doa menos, aprenda a conformar-se com ela, porque ela representa sua libertação.
[C. Torres Pastorino]

É praticamente impossível levar a vida numa constante calmaria, sempre haverão os altos e baixos que nos fazem, algumas vezes, perder o controle das coisas.

Mas não devemos desanimar, o tombo nos ensina a levantar, a dor nos prova que estamos vivos e ainda no jogo da vida e o sofrimento, esse é uma escolha...

Lembre-se sempre de uma coisa: "O único homem que não erra é aquele que não se coloca a tentar acertar". [Albert Einstein]


Sergio Oliveira

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Imenso Amor

Estavam casados há dezenove anos. Tinham um filho.
Numa manhã de primavera, o marido pediu o divórcio. Confessou já ter outra companheira com quem bem se entendia e desejava viver.
A esposa ficou chocada mas, em vez do escândalo que ele esperava, ela simplesmente lhe pediu para aguardar trinta dias.
E, como cláusula adicional para o deixar seguir sua vida, lhe exigiu que, durante aquele período, a cada manhã, ele a transportasse em seus braços do quarto para a sala de jantar.

Que são trinta dias para quem poderia gozar a liberdade depois?

No dia seguinte, ele a transportou do quarto para a sala de jantar e saiu para o trabalho. Quando retornou à noite, ela estava sentada à mesa e escrevia.
Assim foi no segundo e nos demais dias. No vigésimo primeiro dia, quando ele a apanhou nos braços, ela recostou sua cabeça no ombro dele.

Aquilo o fez recordar dos dias primeiros da união matrimonial. Um doce enlevo pareceu envolvê-lo, mas ele jogou longe os pensamentos.
No vigésimo quinto dia, quando ele a estava levando para a sala de jantar, o filho os surpreendeu. Olhou a ambos, sorriu e comentou:
Olha o casalzinho namorando... Legal, hein, pai!

Aquilo mexeu com ele. Faltavam somente cinco dias para sua liberdade.
Mas ele começara a sentir algo estranho dentro dele. Já não tinha tanta certeza se desejava mesmo ficar com a outra companheira, deixando esta.

Os dias do namoro, o romantismo dos primeiros anos principiava, de forma insistente, a surgir na tela da sua mente.
Ele passou a se dar conta que, a cada dia, a esposa estava mais leve. Pensou que deveria ser por já se ter habituado àquele ritual matutino.

No trigésimo dia, ele desfez o compromisso com a outra companheira. Ela ficou muito zangada e disse que a esposa usara de subterfúgios para o seduzir novamente.
Raivosa, o despachou.

Ele comprou flores no caminho. Entrou cantando em casa. Mas a esposa não estava na sala, como habitualmente.
Foi ao quarto. Ela estava deitada. Ele se aproximou, curvou-se para beijá-la. Sentiu-a gélida. Ela estava morta.

Sobre a mesa de cabeceira, um envelope nominado a ele. Abriu-o e começou a ler. Era uma longa carta, aquela que ele a vira escrever, dia após dia.
Entre lágrimas leu que, no dia em que ele lhe pedira o divórcio, ela havia se preparado para lhe dizer do diagnóstico que recebera.

E de que teria somente trinta dias de vida. Por isso, para que ele não se sentisse culpado e ficasse verdadeiramente livre, ela pedira aquele prazo e a atenção toda manhã.
Agora, ele estava livre para buscar o amor que desejava. Ela se fora.
O homem chorou e chorou. Chorou a perda do seu grande amor. Um amor que, mesmo não mais sendo amado, pensara nele, na sua felicidade.
Um imenso amor como poucos...
 
Redação do Momento Espírita, com base em fato narrado por Divaldo Pereira Franco, em Conferência proferida em Pinhais, PR, em março de 2011.
Em 02.08.2011.